Escritos tortos

Posted by Anderson Ferreira

Acordo e a página de jornal, por meio do imperativo astrológico, me diz como será e o que me resta nesta tarde, bem como no fechar de olhos noturno.

Tento não dar vazão, viro a página.
Meu interior para neste momento:
Penso de forma detalhada, nas entrelinhas, com densa assimilação aquele escrito adivinhativo.

Trancado estou, o signo manda!
Rabisco, escrevo isso...

Fora daqui as noites parecem ser menos instigantes: pessoas infrutíferas, mentes descartadas e acenos vazios. O meu admirável cinza que esta no céu prevalece.

Numa fresta a luz chega simples e de forma convidativa me provoca como se lá o tudo sorrisse lindamente.

Boca fechada! o signo manda!

Digo coisas estranhas, bobagens em doses sarcásticas e condimentadas.
Fico vermelho, tonto feito aprendiz alcoólatra.

Em órbita estou: o teto branco presta atenção em mim, me persegue no contrair e dilatar da pupila. Meus olhos estão em repouso: vejo vozes, só.

Resta-me, neste débâcle,  continuar de olhos fechados e tirar uma soneca pra idealizar o que poderia ter acontecido naquela noite aguentada, já que agora, nenhum âmago horóscopo há de me trazer respostas.  



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