Infável Gina

Posted by Anderson Ferreira

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Gina é a menina dos meu olhos
Seus cabelos lisos,são todos negros

Sua doce pele atrai os outros,
Aqueles que jamais saberiam valorizá-la,
Sua inteligencia é delicada, feito seus conselhos,
Me ouve apavorado, ela me acalma e desabafa as injúrias.

Pensamos iguais e choramos juntos,
Eu é que sou tão novo pra ela, e ela tão esforçada
Lhe vi a primeira vez, me encantei
Sei que um mais um é três
E dentres os três, este um fica sozinho ou prefere os iguais

Seu aniversário chegou. Eu a trago um abraço, aquele mais caro, mais Singelo e fica tudo bem.


Escritos tortos

Posted by Anderson Ferreira

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Acordo e a página de jornal, por meio do imperativo astrológico, me diz como será e o que me resta nesta tarde, bem como no fechar de olhos noturno.

Tento não dar vazão, viro a página.
Meu interior para neste momento:
Penso de forma detalhada, nas entrelinhas, com densa assimilação aquele escrito adivinhativo.

Trancado estou, o signo manda!
Rabisco, escrevo isso...

Fora daqui as noites parecem ser menos instigantes: pessoas infrutíferas, mentes descartadas e acenos vazios. O meu admirável cinza que esta no céu prevalece.

Numa fresta a luz chega simples e de forma convidativa me provoca como se lá o tudo sorrisse lindamente.

Boca fechada! o signo manda!

Digo coisas estranhas, bobagens em doses sarcásticas e condimentadas.
Fico vermelho, tonto feito aprendiz alcoólatra.

Em órbita estou: o teto branco presta atenção em mim, me persegue no contrair e dilatar da pupila. Meus olhos estão em repouso: vejo vozes, só.

Resta-me, neste débâcle,  continuar de olhos fechados e tirar uma soneca pra idealizar o que poderia ter acontecido naquela noite aguentada, já que agora, nenhum âmago horóscopo há de me trazer respostas.  



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O tempo e seus tempos

Posted by Anderson Ferreira

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Nada gira o tempo.
Eis os que afirmam, inefavelmente, que este passa.
Ponteiros eram os adornos da vida no campo, que hoje, não mais fazem sentido urbano.
O corre-corre, o sobe-desce, o tempo. Ora mecânico, ora humano.
Que no tempo mais corriqueiro sufoca, atrasado!
Tudo se repete, será outro tempo.